De programador freelancer a empreendedor em 3 meses

Como um programador freelancer recebeu aceleração, abriu a própria empresa de software e conheceu dezenas de clientes e parceiros em apenas três meses.

Imagem De programador freelancer a empreendedor em 3 meses

Criar uma empresa nunca é tarefa fácil, principalmente se você está sozinho ou com um time enxuto. São tantas decisões e variáveis que precisam ser pensadas no início de qualquer negócio que muitas vezes só a ideia de iniciar sem apoio já desestimula muita gente.

Existe um grande problema no mercado de desenvolvedores freelancers: às vezes o profissional simplesmente some. No meio do projeto, o cara desaparece e leva muito do conhecimento gerado junto.

Mas algumas vezes encontramos pessoas apaixonadas pelo o que fazem, que gostam de entregar bons trabalhos e estão dispostas a encarar o desafio. Há poucos dias nós conhecemos a Oficina do Código, uma empresa com pouco mais de três meses de vida e que nasceu dentro do Space 242 Coworking. O fundador da empresa, Jonas de Faria, nos contou como tem sido essa experiência.

Nascido em Minas, Jonas se mudou para São Paulo em 2015. Contratado como programador freelancer para desenvolver um projeto dentro do próprio espaço de coworking, veio aberto a novas oportunidades. Já no espaço, acabou identificando uma grande demanda do mercado por uma empresa de programação confiável e de qualidade.

“Existe um grande problema no mercado de desenvolvedores freelancers: às vezes o profissional simplesmente some. No meio do projeto, o cara desaparece e leva muito do conhecimento gerado junto. Nós identificamos isso e criamos uma metodologia para evitar esse problema. Dessa forma, o projeto nunca para, e fica interessante para outras empresas terceirizarem conosco a produção de sites e apps mobile.”

Com a oportunidade na cabeça, veio a ousadia. Apresentou a ideia de criar uma empresa de software ao Jairo Zimberknopf, sócio e fundador da Space 242, e conseguiu receber um investimento de aceleração. “Apresentei a proposta para o Jairo: o que precisava, como iria fazer e quanto precisava investir. Ele topou e a gente fez. Abrimos a empresa.”

Dessa forma Jonas abandonou a carreira freelancer e agora é responsável por uma empresa de dez pessoas, que ajuda agências do Brasil todo a criarem produtos para web.

1 – Por que a decisão de trabalhar dentro de um espaço de coworking?

Quando vim para são Paulo, estava decidido que iria ou encontrar um emprego fixo, ou trabalhar em coworking. Eu já tive escritório próprio e não gostei. Como minha empresa é descentralizada, pouca gente ficava no escritório. Eu acabava pagando para ficar o dia todo sozinho, sem conhecer ou conversar com ninguém.

Tentei outros ambientes, como bibliotecas ou home office. Mas não são lugares feitos para trabalhar. Você precisa se preocupar com diversos detalhes que não fazem parte do seu trabalho em si. Se a internet cai, eu preciso passar a tarde inteira conversando com a operadora para resolver. Em uma biblioteca, eu não posso fazer uma chamada de Skype.

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No coworking isso não acontece. Se a conexão fica offline, na mesma hora entra uma conexão reserva. O ambiente está pronto, e é muito fácil começar. A gente conhece pessoas que se tornam colegas, fornecedores ou mesmo clientes.

2 – E como é o espírito do espaço? São promovidos eventos regularmente? O pessoal interage?

Certamente. A cada 15 dias geralmente é feito algum tipo de evento, sempre tem alguma coisa acontecendo. Inclusive, um dos próximos foi uma ideia minha. Eu elaborei a proposta do evento, apresentei para os founders do coworking eles toparam. Vai atrair bastante gente para o espaço, o que pode se converter em clientes para os coworkers e para a Space 242 também.

Fora isso, conversamos muito entre os coworkers. Saímos para almoçar, trocamos ideias e experiências. Os donos do espaço também estão sempre presentes, isso facilita muito. Qualquer ideia ou problema você já resolve na hora.

3 – Como é a convivência com os outros profissionais e empresas? Existe concorrência com os colegas?

Nunca tive nenhum tipo de problema. Nós temos diversas empresas aqui, de diversas áreas. Isso ajuda muito a ampliar a rede de contatos. Um indica o outro. Eu tenho, sim, alguns concorrentes dentro do espaço. Mas isso é uma coisa boa.

Eu mesmo preferi mudar a mesa para me aproximar do pessoal da minha área. Facilita a troca de experiências. A gente conversa, aprende e cresce junto. É ótimo para todos. Nunca vai acontecer de outra pessoa tentar prospectar um cliente meu. Existe muito respeito.

Inclusive estamos fazendo algumas ações conjuntas. Como somos do mesmo mercado, podemos realizar atividades juntos e dividir os resultados entre todos.

4 – E como o coworking influencia na sua vida pessoal?

Eu participo de tudo o que a comunidade cria e oferece. O espaço abre às 9h e fecha às 21h. Eu chego às 9h e saio às 21h. Quando abre no sábado (até as 17h), eu estou aqui. Eu moro sozinho em São Paulo, então o coworking é parte importante da rotina.

Eu estava cansado de home office. O dia inteiro mesa branca, parede branca, cadeira branca. Eu ficava o dia todo sozinho.

5 – Existem conflitos e problemas como em todo escritório?

Muito pouco e, quando acontece, resolvemos de forma muito simples e rápida. Uma vez alguém reclamou do barulho na cozinha, mas o espaço é grande. A pessoa mudou de lugar e tudo ficou resolvido.

Às vezes reservamos uma sala de reunião pequena e acaba chegando mais gente que o previsto. É só conversar com quem está em uma maior e trocar. Todo mundo conversa e resolve as questões em conjunto. Vou ser sincero, nunca tive problemas aqui.

Space 242 Coworking, em São Paulo

Space 242 Coworking, em São Paulo

6 – E como a comunidade tem ajudado no crescimento da sua empresa?

Hoje 100% dos meus clientes vêm através do coworking. Todos eles. Quando eu era freelancer, essa sempre foi uma parte difícil. Eu não sou bom em prospectar clientes, não é meu foco. Então a maioria dos clientes vinham através de indicação eventual dos amigos, era bem mais complicado. Eu praticamente ficava esperando até algo aparecer.

Hoje 100% dos meus clientes vêm através do coworking.

Aqui no espaço sempre que chega alguém precisando de um site ou aplicativo, o pessoal me indica. Às vezes o cliente vem conversar com outro coworker e no meio do papo já diz que precisa de um profissional como eu. Então já rolam as apresentações e eu participo da reunião.

Também tem muita gente boa para ajudar. Acabei conhecendo colegas que trabalham em outras áreas complementares, como assessoria de imprensa ou comercial. Durante o café, sempre rolam umas dicas e troca de ideias que acabam se tornando uma relação profissional no futuro.

7 – Muitos profissionais freelancers encaram o coworking como um custo a mais no final do mês. O que você acha sobre isso?

Eu ganhei mais em produtividade aqui do que em qualquer outro lugar. Poder sair, abandonar a solidão e os problemas de casa e vir para um espaço preparado pra te receber é ótimo. Mesmo pagando, encontro pessoas pra conversar e aprender, vale muito a pena.

Você cresce muito mais quando tem uma pessoa ao redor. Conviver com gente interessante que agrega conhecimento é sempre bom. Você vê os erros dos colegas e aprende junto com eles. Todos crescem juntos.

No final das contas, você deixa de se preocupar com telefone, internet, cadeira, café, manter a estrutura toda. Certamente compensa. Você paga um valor, mas lucra mais e diminui seus custos de casa.

8 – Por que você considerou o Space 242 a melhor opção? Chegou a avaliar outros espaços de coworking?

Eu cheguei a visitar outros, mas quando conheci a Space eu me decidi. Tive uma empatia muito grande com o Jairo. A relação que você tem com o founder do espaço é um fator decisivo.

empreendedor em 3 meses

O fato de não ter baia entre as mesas, não ter aquela cara de lan house me agradou muito. Apesar de ficarmos todos juntos, eu tenho bastante espaço. É quase 1 metro até meu colega. A estrutura é exatamente o que preciso, não falta nada.

Estamos a 2 min do metrô e de várias linhas de ônibus, a comunidade funciona, e o custo é bastante atrativo. Enfim, não tenho do que reclamar do espaço, só colhi coisas boas aqui.

9 – O que você diria para uma empresa em dúvida se um espaço de coworking é o ideal em vez de um escritório tradicional?

Bom, depende do modelo de negócio da empresa. Se ela está em expansão, quer crescer e acredita que juntar pessoas talentosas e construir ideias novas é fundamental, eu penso que não existe opção melhor.

Pra quem está começando, o coworking é o melhor dos mundos. O movimento de startups está se beneficiando muito. Você monta seu MVP, aprende dentro do ambiente e testa com as pessoas.

A chance de evoluir rápido é muito grande. A gente encontra pessoas que te ajudam em diversas áreas. Todo mundo se ajuda, cresce e evolui. Então acredito que se esse é o cenário da sua empresa, ir para um espaço de coworking é o ideal.

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Jonas de faria fundou a Oficina do Código em julho de 2015, que atende a demandas de desenvolvimento web de todo o Brasil. Ele trabalha diariamente no Space 242, em são Paulo. Você pode conhecer o trabalho deles aqui. Ou, ainda, pode se juntar a ele conhecendo a Space 242 coworking aqui.

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