Censo Coworking Brasil 2018: qual é o perfil do coworker brasileiro?

Coworking é estilo de vida? Descubra quem são os coworkers brasileiros e o que os leva a ir trabalhar em espaços de trabalho compartilhados.

Imagem Censo Coworking Brasil 2018: qual é o perfil do coworker brasileiro?

Ano após ano trabalhamos duro para compreender cada vez mais a fundo o mercado de coworking no Brasil. E algo que estava há tempos na lista de tarefas era um estudo mais aprofundado do perfil do coworker brasileiro.

Com o mercado em constante transformação e cada vez mais exigente, não basta apenas ter números sobre os espaços. Precisamos olhar atentamente para as pessoas que vivem o dia a dia dos escritórios compartilhados. Para isso, quanto mais detalhes pudermos levantar sobre o coworking e seus coworkers, melhor.

Como já imaginávamos, analisar o perfil do coworker brasileiro seria um trabalho minucioso e árduo. Iniciamos o levantamento dos dados há alguns meses, como parte da fase II do Censo. Durante o trabalho, recebemos a colaboração de 578 participantes. Foram muitos os questionamentos, e precisamos agradecer a todos que toparam responder às nossas perguntas.

Com as informações em mãos, refletimos sobre diversos pontos e hoje trazemos neste artigo algumas das características mais importantes sobre esse perfil geral dos profissionais que trabalham em coworking no Brasil.

Então, quem são os coworkers brasileiros?

A começar pelo básico, nos alegrou muito ver que há equilíbrio de gêneros: 50% se identificam como homens; 49%, mulheres; e 1% outros gêneros. Dentro disso, a idade média ficou em 33 anos, mas a variação é bem grande. Existem coworkers de 18 até 60 anos, confirmando que, sim, coworking é pra todo mundo que quiser viver essa experiência!

Quando o assunto é a área de atuação dos coworkers, um dos levantamentos mais aguardados, o Censo concluiu que os três campos mais citados foram da administração e serviços; comunicação e informação; e artes e design.

Certamente esses números se devem ao fato de que todas essas áreas podem ser facilmente desenvolvidas de forma remota. Sem contar que esses campos se beneficiam muito das interações, networking e troca de conhecimento dos espaços compartilhados. Quer ver esses dados com mais detalhes de cargos e porcentagens? Confira o estudo detalhado!

Com uma média de idade relativamente jovem, também vimos que a maioria ainda não possui filhos. Ao que tudo indica, eles estão em um momento pós-estudos e de construção de carreira antes de aumentarem a família. Grande parte dos coworkers investiu na universidade, e uma grande maioria, inclusive, foi além da faculdade e já possui pós-graduação.

E então, você concorda que os coworkers, em geral, estão bastante focados no desenvolvimento de suas carreiras?

Quais são os profissionais que escolhem os escritórios compartilhados?

Tanto para nós como para os founders de espaços, é super importante compreender quem é o público que opta pelos coworkings. Esses dados irão nos ajudar a pensar em como trabalhar melhor os espaços, focando nas necessidades diárias desse perfil.

A pesquisa mostrou que há variedade grande, mas a maioria ainda é de proprietários de empresas. Claro, também tem muitos profissionais independentes e funcionários de empresas sem sede própria locados em coworkings — este último dado só confirma como o mercado está expandindo e ganhando cada vez mais simpatia de instituições, e não somente de freelancers e pequenos empreendedores.

Quando o assunto é maturidade dos negócios, dá para notar como há uma mescla bacana. Assim como existem grandes e maduras empresas trocando o escritório tradicional pelo coworking, tem também as empresas de apenas uma pessoa que ainda buscam se consolidar no mercado.

Como contamos com a participação de coworkers independentes, funcionários e proprietários de empresas, na hora de analisarmos o faturamento as respostas foram bem variáveis. A maior parte dos que declararam ter sua empresa afirmam faturar até 5 mil mensais, enquanto a renda dos colaboradores e trabalhadores independentes é um pouco mais baixa, ficando na média dos 3 mil mensais.

São várias as divisões nesse quesito, então o ideal é você conferir o estudo completo para ver os demais faturamentos. Ah, fica uma dica: ao explorar os dados mais minuciosos, você pode cruzar informações de acordo com o seu interesse, para entender ainda melhor o perfil de cada tipo de profissional presente nos coworkings.

Por que coworking?

Quem já experienciou um coworking ao menos uma vez sabe como esse formato de trabalho é transformador. A maioria dos atuais adeptos do espaço compartilhado é composta por ex-amantes do home office. Imagine então como foi impactante essa mudança de rotina para eles!

Depois do home office, os escritórios tradicionais foram bastante citados como o antigo formato de trabalho dos coworkers. E aqui entra um dado bem bacana para os founders: apenas uma fatia bem pequena afirmou que atuava em outro coworking antes. Ou seja, se o espaço for cativante, a tendência é de que o coworker venha para ficar de vez!

E a flexibilidade parece ser item essencial para os profissionais. Não há um único padrão de rotina para eles, e a frequência no escritório varia, basicamente, entre 3 a 5 vezes na semana. O estilo de vida versátil também está na escolha das mesas, que podem ser rotativas ou fixas. É importante comentarmos que, nesse item da pesquisa, vimos uma porcentagem bem significativa de membros usuários de salas privativas — outra tendência que o Censo 2018 revelou, lembra? Veja a parte do Censo sobre os espaços para relembrar os números completos.

E olha só que incrível esse número: 79% dos coworkers afirmou que a decisão de mudar para um espaço compartilhado foi sua, contra 21% de decisões por conta do empregador. Dentre os que escolheram o novo formato de trabalho, mas precisavam do suporte financeiro do empregador, 8% conseguiram convencer sua empresa de que essa seria uma mudança positiva. E, num panorama geral, a maior parte dos profissionais (72%) paga sua mensalidade no espaço e 78% considera o preço justo.

O que não pode faltar no coworking?

Com uma média atual de 9 meses no coworking atual, os profissionais revelaram que a indicação de amigos foi determinante para a escolha do espaço. Outro “amigo” que também tem muito peso é o Google, principalmente para aqueles profissionais que ainda não estão muito por dentro desse universo. Olha a oportunidade de trabalhar a sua divulgação aí! O buscador do Coworking Brasil, por ser sempre o primeiro, ou ao menos um dos primeiros colocados no Google, é também uma ótima forma de deixar seu espaço em evidência.

Quando questionados sobre os motivos da escolha, as respostas foram bem interessantes. Uma boa parcela contou que a localização foi essencial, mas outros itens como a estrutura física do espaço e o potencial de networking do coworking têm uma grande importância. Essas foram as principais razões, e o preço da mensalidade, sempre um assunto muito debatido, foi citado apenas em 4º lugar como fator decisivo.

Além das questões como networking e localização, os participantes contaram pra gente quais outros itens são essenciais para eles no dia a dia. No estudo completo você pode conferir a nota que eles deram para cada item, mas vamos contar quais foram os mais importantes.

A qualidade da internet é, sem dúvida, uma unanimidade entre os coworkers. Trabalhar online com agilidade é essencial, mas para eles também é bem importante que o coworking ofereça um espaço de convivência bacana, além de cozinha ou copa e sala de reuniões — ah, um espaço ao ar livre é sempre um adicional significativo. Acesso 24 horas e estacionamento facilitado também dão pontos extras para o espaço. Em contrapartida, os menos citados como importantes foram o ponto de telefone fixo e o serviço de secretariado.

Como é fazer parte de uma comunidade?

Ao que tudo indica, quem escolhe um coworking para chamar de escritório não pretende trocar esse lifestyle tão cedo. Além de não mudarem de espaço com muita frequência (só 8% declararam já ter trabalhado em outro espaço antes do que trabalham atualmente), os profissionais dizem que sabem o nome de pelo menos 12 pessoas no escritório. Isso só demonstra como a comunidade está se fortalecendo, e como esses profissionais se sentem confortáveis e integrados com seu grupo.

Quando o tema é networking e fechamento de negócios, aproximadamente 1 em cada 3 pessoas já contratou ou foi contratado por alguém de dentro do coworking. Além de fechar negócio e de compartilhar os custos de um escritório, os profissionais estão ali, diariamente, interagindo e compartilhando conhecimento. E são eles que afirmam: 73% declararam já ter aprendido algo novo com alguém que conheceu no coworking.

Outro dado importante para os founders (e futuros founders): 42% dos coworkers acreditam que são poucos os espaços na sua cidade. Nosso mercado ainda tem muito a crescer, hein!

Além disso, outro ponto que nos deixou muito contentes ao finalizar o estudo, foi ver que 65% dos participantes não trocariam o coworking por um escritório tradicional mesmo se os custos fossem os mesmos.

Então, nossos coworkers estão felizes?

Depois de examinar as dezenas de questões que fizemos e que foram respondidas por quase 600 pessoas, acreditamos que podemos dizer que sim, nossos coworkers estão felizes. E um item em especial nos deixa muito contentes: 99,9% dos participantes concluiu que recomendaria o coworking como formato de trabalho para um amigo.

É claro que, ao mesmo tempo que estamos orgulhosos desse número, precisamos ter consciência de que nosso questionário foi respondido por pessoas que ainda trabalham em um espaço compartilhado. Ou seja, conversamos com as pessoas que estão satisfeitas, mas não alcançamos aqueles que, por algum motivo, não se adaptaram e acabaram deixando o coworking.

Em contrapartida, temos que lembrar que 21% dessas pessoas não optaram por trabalhar em coworking por conta própria. Ou seja, mesmo quem acabou compartilhando um escritório por escolha de seu empregador, muitos sem nem saber como isso funcionaria, está feliz com a mudança de vida e indicaria esse lifestyle para algum amigo.

E mesmo os 35% dos participantes que, se pudessem locar um escritório próprio pelo mesmo preço do coworking, disseram que super vale a pena experimentar a vida do compartilhamento.

Bom, para nós esse cenário é satisfatório. E você, o que achou de mais interessante nos dados sobre o perfil do coworker brasileiro? Estamos ansiosos para debater essa nova parte do Censo Coworking Brasil. Deixa o seu comentário aqui embaixo e vamos conversar!

 

Quem contribuiu para este estudo?

O Censo 2018 contou com a participação de diversas empresas que acreditam na cultura coworking e querem ver cada vez mais pessoas frequentando espaços do tipo 🙂

E não acabou, olha estas outras marcas lindas que também estão com a gente:

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