6 dicas para combater a ansiedade causada pelas redes sociais

Alguns novos hábitos podem te ajudar a diminuir a dependência de aplicativos e redes sociais e, assim, reduzir sua ansiedade.

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Muito tem se falado nos últimos meses sobre como as redes sociais provocam sintomas negativos que, em muitos casos, podem levar até a transtornos depressivos. E será que é possível combater a ansiedade que a overdose de informações pode provocar?  

Bom, existem alguns pequenos truques que podem ajudar a frear as compulsões ligadas aos aplicativos e redes que, sem nem percebermos, ficamos cada dia mais dependentes. 

Listamos algumas dicas para você começar logo a ter uma vida digital mais saudável e menos ansiosa: 

1. Durante o trabalho, deixe seu aparelho no silencioso 

Se o seu trabalho não envolve receber ligações o tempo todo, tente se desafiar deixando-o no silencioso por longos períodos. Ao chegar no trabalho, desative o volume e tente manter assim até, pelo menos, o horário de almoço. Depois, no período da tarde, repita a ação. 

Quando o telefone toca, acabamos por nos distrair bem mais do que o tempo da ligação. Ou, pior, muitas vezes as chamadas podem ser de telemarketing ou de centrais automáticas que, quando atendemos, a ligação cai. Isso só serve para te deixar mais sem foco e estressado.  

Lembre-se que, as ligações importantes, no fim das contas, sempre chegarão até você. Sem contar que, caso perceba que não atendeu um número conhecido, você pode retornar o telefonema em um momento mais adequado. 

2. Desative as notificações do seu celular

Aaaah, as notificações. Em um primeiro momento, pode parecer incrível a ideia de sua tela piscar para avisar sobre cada nova mensagem que você recebe. Mas, analise quantos aplicativos você possui e quantos alertas aparecem ao longo do dia para te tirar o foco. Será mesmo que eles são necessários? 

Há algum tempo eu decidi remover os avisos de Facebook, Instagram e até mesmo do meu e-mail. No Facebook, são muitas as bobagens que não farão diferença na sua vida: notificações para aniversariantes do dia, eventos que você foi convidado, alguém que comentou na foto do amigo que você também tinha comentado e assim por diante. Isso porque a ideia é justamente essa: fazer com que você fique preso nesse looping infinito e passe mais tempo do que deveria navegando pela rede. 

É cada vez mais recorrente a angústia de ficar por fora dos acontecimentos e tendências

O Instagram já é visto por especialistas como a rede social mais nociva da atualidade. Isso porque ele mexe diretamente com nosso ego e autoestima. Então, as notificações dessa rede são as que mais causam ansiedade. Um estudo realizado por uma instituição de saúde pública do Reino Unido mostrou que está cada vez mais recorrente o acontecimento do FOMO (fear of missing out), que nada mais é do que a angústia de ficar por fora dos acontecimentos e tendências. 

E, para piorar ainda mais, a inserção de ferramentas como o Stories, que faz com que as imagens durem apenas 24 horas, aumenta essa ânsia por checar o celular toda hora, já que fica sempre aquele sentimento de “preciso olhar agora porque depois vai desaparecer”. 

Mesmo para os seus e-mails, desativar as notificações pode ser útil até mesmo para diminuir a pressão de ter que conferir e responder tudo. Se você tiver uma rotina para responder as mensagens, por exemplo, uma vez pela manhã, outra de tarde e mais uma no início da noite, você não tem porque deixar os alertas ativos. 

combater a ansiedade

3. De tempos em tempos, faça uma limpa nos seus contatos

Você já se deu conta que, quanto mais conexões você tiver nas redes sociais, mais conteúdo vai aparecer na sua timeline? Então, pense bem se vale a pena manter 700 pessoas como amigos se você pode reduzir para 400. Quantos ali realmente são essenciais para o seu dia a dia? 

Eu tenho uma rotina de, a cada três meses, em média, reavaliar os amigos que tenho em redes como Facebook e Instagram. Isso pode parecer um pouco antissocial mas, foi muito útil para que eu mantivesse uma rotina o mais saudável possível. Minha média de amigos não passa de 350 — o que já é bastante coisa, levando em consideração que cerca de 90% dessas pessoas eu raramente encontro pessoalmente. 

Pense bem se vale a pena manter 700 pessoas como amigos se você pode reduzir para 400

Outra coisa que tenho feito também é ter o Facebook como uma rede social mais abrangente, onde mantenho todos os tipos de contatos: amigos, conhecidos, ex-colegas, contatos profissionais e família. Já no Instagram, lugar onde exponho um pouco mais da minha vida, mantenho o acesso fechado e uma lista pequena de pessoas próximas. É bom para manter uma certa privacidade e maior controle dos seus contatos. 

4. Anote a quantidade de vezes que você acessou cada app

Uma pesquisa de 2015, realizada pela Global Mobile Consumer Survey, apontou que os brasileiros consultavam o celular cerca de 78 vezes por dia — com uma média de 101 para os jovens entre 18 e 24 anos. Agora imagine como estão esses números hoje, dois anos depois, quando as estratégias de marketing estão cada vez mais voltadas para o consumo impulsivo! 

Por isso, uma boa dica é anotar quantas vezes você acessou os seus principais aplicativos em um dia. Ou então, se você já sabe que usa demais, coloque uma “meta” diária. É como quando você quer economizar dinheiro e começa a anotar todos os seus gastos, até mesmo o cafezinho aquele que você achava que era insignificante no seu orçamento. No fim do mês, ao ver que gastou uma boa quantia em bobagens, você fica mais consciente para o futuro. 

Eu, que trabalho com redes sociais e uso isso como desculpa para ficar o dia todo online, me desafiei a acessar minhas principais redes apenas três vezes por turno. E, o início, foi mais difícil do que eu imaginava! Para ajudar no desafio, eu colocava o celular no modo avião, assim as notificações também não chegavam. 

5. Delete os aplicativos que você deseja diminuir o uso

Uma atitude mais drástica, para quem realmente está viciado no celular, é deletar os apps que você deseja fazer uma rehab. Faça isso principalmente com aplicativos como Facebook, Twitter e Instagram, que podem ser acessados pelo computador.  

Dessa forma, você usa eles via navegador quando precisar, mas evita aquelas olhadas desnecessárias quando está no carro ou almoçando. Com isso, a ansiedade também diminui, uma vez que os números que notificam novas atividades param de aparecer toda vez que você pega seu smartphone. 

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6. Não use o celular antes de dormir e logo ao acordar

Por último, uma grande questão de qualidade de vida: evite usar o celular quando já estiver na cama preparado para dormir e logo cedo ao acordar. Mal percebemos, mas perdemos muito tempo nessas “rápidas” olhadinhas na timeline antes de dormir ou quando ainda estamos despertando. 

Nosso cérebro já passa o dia inteiro ativo e frenético, e o nosso lifestyle já afeta diretamente a qualidade do nosso sono. Imagine então se você não dá descanso para a sua mente nem mesmo quando as luzes já estão apagadas! 

Pode parecer old school demais, mas hábitos como a leitura de livros são muito mais saudáveis e até mesmo ajudam a provocar o sono quando estamos cansados. Assistir televisão (ou mesmo uma série na Netflix no tablet) também são atividades que agitam ao invés de acalmar. Portanto, reveja seus costumes noturnos e, se possível, deixe seu aparelho em modo avião para evitar receber notificações enquanto dorme. 

E, pela manhã, tente não priorizar os feeds logo ao levantar. Tente manter uma rotina tranquila enquanto está em casa antes de ir para o trabalho. Vista-se, tome seu café da manhã com calma e somente quando estiver pronto para começar o dia acesse suas redes. Afinal, por que você precisa ver as últimas fotos postadas no Instagram antes mesmo de escovar os dentes? 

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